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Decisão do STF pode gerar "reforma tributária" no País
O
STF deverá retomar no fim deste mês um julgamento que, no entender dos
advogados da União, tem potencial de virar de cabeça para baixo todo o sistema
tributário nacional. Uma decisão desfavorável ao governo federal, acreditam
eles, provocaria um prejuízo de R$ 60 bilhões e poderia modificar a forma como
vários impostos são calculados e cobrados no País. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
No
limite, o julgamento no STF pode desencadear a reforma do ICMS, o que Executivo
e Legislativo tentam fazer sem sucesso desde a Constituição de 1988. O que está
em discussão é se, ao calcular a Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (Cofins), cobrada sobre o faturamento das empresas, deve-se
ou não descontar o ICMS. Hoje, ele não é descontado.
O
ICMS vem embutido no preço das mercadorias. Uma loja, por exemplo, recolhe a
contribuição sobre o valor total de suas vendas. Dessa forma, o ICMS integra o
faturamento da loja, que é a base de cálculo da Cofins. Ou seja, é tributo
cobrado em cima de tributo ou, como dizem os técnicos, é "tributação por
dentro".
Várias
empresas questionaram essa forma de cobrança na Justiça, mas a União
sistematicamente ganhou. Em 2008, porém, a questão começou a ser julgada no STF
e, surpreendentemente, o governo federal agora corre o risco de ser derrotado.
Na discussão do processo movido por uma empresa, a Axa Seguros, o placar estava
em 6 a 1 contra o governo.
A
União fez uma manobra jurídica: pediu que, em vez de julgar o caso específico
da Axa, o STF fizesse uma discussão mais geral e declarasse a
constitucionalidade da cobrança tal como é feita hoje.
Isso
zerou o placar, pois o Supremo passou a avaliar a ação de declaração de
constitucionalidade (ADC) apresentada pelos advogados do governo federal.
Fonte:
www.espacovital.com.br